quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
terça-feira, 10 de agosto de 2021
segunda-feira, 26 de julho de 2021
quinta-feira, 15 de julho de 2021
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Qual é o propósito de nos iludirmos na infância e nos
desiludirmos na idade adulta? Crescer? Mas, o crescimento não devia ser
contínuo? Então, porque o trabalho de iludir para desiludir? Para crescer é
preciso ser-se contrário – ou seja, fazer algo e o seu contrário? Ou será que
nós, na verdade, nunca chegamos a crescer?
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Deveras curioso será pensar na dificuldade de escrever. Ou seja, é fácil de dizer, é fácil de explicar, mas escrever torna-se complicado. E à medida que o grau académico cresce, a apetência decresce. Contudo, parece que as palavras voam se não forem obrigadas a existir. Por isso, escrever-se mal nem sempre quer dizer que sejamos maus como "escritores".
segunda-feira, 26 de maio de 2014
(Não sei bem a quem!)
No alento da alma, a tua presença procurei.
Sabe que através dela o amor encontrei.
Se agora viesses, saberias que amei.
Já que dizes que nada sabes: a tua ausência crucifiquei!
De tão grande aparição,
Acredita no que digo:
Sabe que esta paixão
É de invejar o João.
Digo-te outra vez:
(Sabes bem que é verdade!)
O meu amor é rei
E por ele seremos padres.
Agora despeço-me.
(Não sei bem a quem!)
O nosso amor é um filho
E dele seremos pais.
(Por falar ‘não sei bem a quem!’
é que este textinho foi aparecendo. Destinando-o directamente a alguém seria de
todo impossível.)
domingo, 29 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
A hipocrisia do Natal.
O que faz do natal um dia diferente dos outros?
A farsa de uma simpatia real, propícia desta quadra natalícia, advém de uma sociedade civilizada, que nada tem para além das suas mentiras. (Mentiras que tornam a decadência mais suportável!) A simpatia da sociedade, portanto falácia natalícia, torna os mal amados, uma vez por ano, em redentores absolvidos. Todos os outros 364 dias são vividos de indiferença. Catapultando acontecimentos, tornando-os cíclicos e impedindo uma alteração. A sociedade vê-se, por isso, obrigada a entrar no marasmo moral que camufla a indelicadeza, a arrogância e a mentira. É, enfim, este, o mais doce carinho que o natal te pode dar.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
O segredo dos afetos
Os afetos são envergonhados e não se fazem notar. Vagueiam como vagabundos. Sem caminho. Sem destino. Anseiam e guerreiam, mas não se permeiam. São humildes e pouco pedem em troca - satisfazem-se com carinhos. Baixam armas em tempo de guerra. (Crédulos!). Jazem irreverentes, disparam balas e atingem inocentes. Defendem-se. Matam aliados e excomungam contactos. Revertem procedimentos e escondem-se entre os dentes. A sua localização é desconhecida e, por isso, perdida. Deixam de se manifestar para ninguém os encontrar. Deixam-se esquecer. Aniquilam a sua existência. Perdem o jeito de se relacionarem, despistando-se no percurso. Tornam-se solitários. Receiam arriscar e apaixonam-se sem pensar. Todo o esforço é desperdiçado, o coração abalado e o estômago dispensado. Perdem-se de si! Para os encontrar terão de pagar cem anos de azar.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Mãe, afeiçoei-me por dois rapazes mais díspares que o destino: um é confiável, o outro pensa que é rufia. Saio à rua ou fico-me pela ideia, já que para me sentir bem preciso de um deles por companhia. Deparo-me livre, mas dependente de uma vontade agrilhoada que foge sempre que se vê tentada. Morre, esmorece e desiste, fico-me pelo mundo encantado, onde os prazeres são passageiros. Dou-me, por isso, conta que queria estar com um deles, talvez para renovar a sensação confortável que sentimos momentos antes de adormecer, sentindo o coração aconchegado e a palpitar de contente. O problema é que estes dois mais parecem um sonho: um vejo-o uma vez por semana, o outro quando calha. (Talvez seja nos intervalos das festas poligâmicas!) Enfim, são nestes momentos que me desconheço, ou reconheço que nunca me conheci. Por palavras movo montanhas, por ações nem uma única migalha. Pertenço-me, por isso, ao meu desconhecer. Mesmo que parta à procura de mim, vejo-me inalcançável. Há até quem diga que os múltiplos são mais ricos, porque desconhecidos, mas eu não vejo as coisas assim. Talvez faça ciência sempre que me tente encontrar, já que a ciência tenta comprovar objetivamente o subjetivável. Sou, por isso, a ciência de mim mesma, onde o correto torna-se incorreto. Se assim não fosse, nunca encontrar-se-ia o caminho. Caminho esse que não tem direção certa ou errada. É, enfim, uma incerteza que se tenta prolongar pela vida da minha consciência e que enuncia um fim sem respostas ou certezas.
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