quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Deveras curioso será pensar na dificuldade de escrever. Ou seja, é fácil de dizer, é fácil de explicar, mas escrever torna-se complicado. E à medida que o grau académico cresce, a apetência decresce. Contudo, parece que as palavras voam se não forem obrigadas a existir. Por isso, escrever-se mal nem sempre quer dizer que sejamos maus como "escritores".
Cuidado com aquilo que se pede, porque pode vir mais rápido do que aquilo que se quer.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

(Não sei bem a quem!)


No alento da alma, a tua presença procurei.
Sabe que através dela o amor encontrei.
Se agora viesses, saberias que amei.
Já que dizes que nada sabes: a tua ausência crucifiquei!

De tão grande aparição,
Acredita no que digo:
Sabe que esta paixão
É de invejar o João.

Digo-te outra vez:
(Sabes bem que é verdade!)
O meu amor é rei
 E por ele seremos  padres.

Agora despeço-me.
(Não sei bem a quem!)
O nosso amor é um filho
E dele seremos pais.



(Por falar ‘não sei bem a quem!’ é que este textinho foi aparecendo. Destinando-o directamente a alguém seria de todo impossível.)

domingo, 29 de dezembro de 2013

"Eu sou contraditório, eu sou imenso. Há multidões dentro de mim." Walt Whitman
"Eu quase que não sei de nada, mas desconfio de muita coisa." Guimarães Rosa

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A hipocrisia do Natal.

O que faz do natal um dia diferente dos outros?

A farsa de uma simpatia real, propícia desta quadra natalícia, advém de uma sociedade civilizada, que nada tem para além das suas mentiras. (Mentiras que tornam a decadência mais suportável!) A simpatia da sociedade, portanto falácia natalícia, torna os mal amados, uma vez por ano, em redentores absolvidos. Todos os outros 364 dias são vividos de indiferença. Catapultando acontecimentos, tornando-os cíclicos e impedindo uma alteração. A sociedade vê-se, por isso, obrigada a entrar no marasmo moral que camufla a indelicadeza, a arrogância e a mentira. É, enfim, este, o mais doce carinho que o natal te pode dar.
"A finalidade do mentiroso é simplesmente fascinar, deliciar, proporcionar regozijo. Ele é o fundamento da sociedade civilizada." Oscar Wilde