domingo, 15 de julho de 2012

S/título

De dia de luto,
De noite escuto
O que apraz
A minha alma tenaz.

Em sonhos me vêm,
mais certo que têm,
mascarados de almejos,
os famosos desejos.

Confrontados com a realidade
abalam a verdade.
Jamais serei da realeza
sofrendo com esta dureza.

Certo dia, um jovem
o meu coração arrebatou.
Prometi-lhe cantigas,
das mais destemidas!,
se este acabasse com o que começou.

De nada amedrontado,
foi enviado para exigir comando
e, assim, possante,
tornou-se comandante.

Não foi fácil, mas sendo volátil
fez-me acreditar
que se pode amar.

Salvando-me da desordem
o mundo arrebatou-se-lhe, não por ele, mas por mim,
encerrando este frenezim.

Prometo-lhe, assim, de agora em diante,
conduzir este amante,
amar e ser amada,
sem nunca fazer cagada.

Sem mais demora,
a aflição já não tem hora.
Aqui jaz
a minha desconfiança fugaz.


-- 29/09/2010--
   23:04
“O trabalho não é nada mais que a industrialização do hobby”, disse Paulo Gaudëncio.
Só se vê com o olho da mente, o mero olhar é, de todo, ignorante. Assim, pensar não é estar doente dos olhos, mas ver com tal clareza que até o mais improvável tocar se faz ressoar.

sábado, 14 de julho de 2012

A fraqueza renova a força.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A beleza não se compara, destaca-se.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conseguimos, cada um de nós, fazer apaixonar a Humanidade?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Já não sinto quem sou.
De tanto ser, perdi o norte e o porte,
sem saber qual será a minha sorte.
Quem sou?
Ou o que quero?
Cingir-me a um ser insapiente
e imprudente, resumindo-me a mim,
sem o ser?